VI
Suave é ser como o mar que beija a areia
E de onda em onda segue o seu caminho
Sem pensar, sem pesar, segue sozinho...
Reluz formosamente na lua cheia
Dia e noite em seu ventre a vida
pastoreia
Brada a mansidão no seu azul clarinho
Queria ter as asas de um passarinho
Que sobre tuas águas mansas devaneia
Ah como seriam doces as revoadas
Borbulhando sutilmente em espumas
E ser por ser somente e nada além
Aspergir-me em partículas aladas
Dissipar-me no céu em chuvas e brumas
Sem princípio, sem fim, sem mal, sem
bem...