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domingo, 11 de agosto de 2013

Suave o dia passa


Suave o dia passa como um acorde

lento de uma mansa brisa pelas manhãs

primaveris, a esmo tal as gotas de chuva

que escorrem no silêncio das madrugadas

aladas que se estiram num voo trépido.

 

Suave, o tempo é como uma lira a desfiar

uma suave canção pelas tardes de outono,

e baila no vento como a folha desprendida

da árvore de um velho sonho abandonado

nas alíneas inconstantes da atroz realidade.

 

Como um corte, um acorde, uma poesia,

bailo à esmo nos sopros dos ventos do acaso

como se o destino fosse um voo alado

por entre as fortalezas de uma fantasia,

dissipa-se a alma numa leve poesia.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Caminho na sombra

Caminho na sombra deste dia,
meus pensamentos são verdes ramos
a soar nas asas do vento que vaga.
 
Aqui onde as quimeras beijam a noite,
acorda a morna manhã com um canto
trépido que se estira em sutil desejo.
 
Nas colinas do acaso fiz minha morada
e do seu doce eflúvio, o fluxo supremo
das alíneas vibrantes do esmo sonho tido.
 
Aqui onde os cantos são de promessas,
às avessas, reversas, quem sabe travessas,
nuances do dia que passa por passar apenas.
 
Sinto passar o dia como uma folha ao vento,
e tal qual a esmo sigo nas alíneas do destino,
a vida que passa, não passa mais que em vão.